sábado, 17 de setembro de 2011

Te vi, bem-te-vi...


"Te vi" duas únicas vezes, nem mais nem menos que isso. Na primeira um impacto visual, uma troca de olhares em meio a muitos vultos, sons e cores, mas os teus "zoinhos" cor-de-jabuticaba me fintaram, ainda que talvez despretensiosamente e eu ultimamente tão seco e cético me deixei fintar-se pelo mesmo. Na segunda vez não só teus olhos me fintaram, mas dessa vez teus doces lábios... Eles me balbuciavam e me aguçavam a cede do teu misterioso beijo! Adentrando além dos belos e suculentos lábios, tua voz, um tanto atípica e ao mesmo tempo encantadora... Simples, suave com ligeiras elevações mais graves. Um jeito perspicaz de hipinose. Uma naturalidade e espontaneidade, um expressar quase que em forma de caricatura duma personalidade própria e marcante! Um doce apimentado, um doce baiano e como tudo que tem tempero baiano, me faz novamente encher os olhos e lábios de água!

Tá bom, foram apenas dois encontros, num intervalo simples... alguns poucos e tímidos carinhos, beijos e palavras, essas últimas mais fervorosas, eu sei, eu sei!

Mas e daí!? E daí que eu "te vi" e isso me basta! Não sei se tu também "me vistes" e talvez isso até me importe lá na frente, mas até então o simples fato deu ter "te visto" me basta aos olhos e ao peito ofegante e triunfante pelo delicioso aroma do teu beijo, sombreado pelo barulho singelo da brisa do mar. Segue-se a vida... O tempo, assim como nós mesmos citamos, apenas passa e nele se desenrolam os momentos no querido e intrigante espaço geográfico que nos circunda. Sendo assim, tomo cada instante da vida na mesma proporção que alguém mata sua sede de água após uma jornada desértica e pra cada momento do menor ao mais completo, procuro absorver o "manjar dos deuses" à nós oferecido dia após dia e dispensado inconscientemente na maioria das vezes. Talvez tenha sido um simples relâmpago... Talvez se torne uma tempestade daquelas que abalam o peito, das mais belas a serem fotografadas e postas num álbum geográfico da vida... Não sei, só sei que "te vi, bem-te-vi" e sinto um enorme desejo pulsante de "ver-te" mais, sem me preocupar tão pouco precipitadamente com o "si"! *__*

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Esquinas da vida

A cada passo nosso no cenário da vida, um novo caminho se traça, uma nova oportunidade nos surge, um novo espaço geográfico nos entrelaça e por fim uma nova descoberta nos abraça, afinal já dizia o sábio Paracelso: "A aprendizagem é a nossa própria vida, desde a juventude até a velhice, de fato quase até a morte; ninguém passa dez horas sem nada aprender."

De uns tempos pra cá, tenho buscado dedicar cada pulsar dentro do meu peito, cada molécula de oxigênio que entra em meus pulmões, cada piscar das pálpebras, cada vibrar dos tímpanos e cordas vocais e por fim cada gota de suor derramada do meu dia, a irrefutável idéia de se viver a vida em sua plenitude. Todo esse zelo e apelo a intensidade de se viver, hoje vai de encontro aos meus mais sublimes desejos, a medida em que enxergo o quanto os acontecimentos constantes que me cercam, são fortes, e apesar de excitantes em alguns momentos, podem se tornar dolorosos noutros, em sequência. Descubro a cada dia que a vida não te pergunta como você vai, de onde vem, pra onde vai, com quem vai, se deseja ir ou ficar, ela apenas te empurra aos momentos e seus respectivos fatos e no máximo te dá a oportunidade de reconstruir aquilo que você deixou envelhecer eou degradar-se com os agentes intempéricos do tempo. As esquinas da vida são assim e por mais interrogações que cada uma dessas esquinas trazem consigo, penso que o que faz da vida valer a pena, e que assim devemos devorá-la não só com o corpo, mas sobretudo com a alma, disseminando o melhor que temos dentro de si para os nossos semelhantes, encontrados nas curvas destas, são o conjunto de exclamações que as mesmas nos oferecem logo à frente... Ali após aquelas "brabas" e ferozes interrogações que citei! É a hora que atingimos uma estrada, pensamos logo que ela segue retilínea, e ai... e ai nos damos conta de que existem mais e mais curvas e esquinas e que elas nunca terminam em vida. Mas então o que fazer ou como superar e aguentar tantas esquinas, tantas interrogações, tantas pedras e buracos? Que tal tentarmos ao invés de pensar e sonhar com estradas sem curvas, apenas focar nosso olhar no sublime horizonte à nossa frente e deixar que nosso mais íntimo sentido, o qual alia o nosso tripé: (alma-corpo-espírito), nos guie por cada curva? Pense nisso! Aliás, pense não, se propunha a viver, não a nada a se perder, seguindo o que já disse o poeta transcrito no início do texto, finalizo dizendo: Só temos a ganhar pra cada segundo que vivemos e consigo aprendemos! Parafraseando um outro poeta e irmão, Isaac: "Êaa!!!" rsrsrs...

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

O caminho da mola...

Desconstruir, despaginar, desinventar, derrubar. Renovar, ressurgir, reinventar, repaginar, reestruturar, reconstruir... Dentre tantas formas de se morrer e renascer. A todo tempo, essa sequência, ainda que embaralhada, pois não existe uma ordem específica a ela, se faz presente em nossas vidas. Essas são movidas por turbulências dos mais diversos tipos. Turbulências sempre existiram assim como sempre existirão, não há quem fuja e nem deveria fugir, ainda que possível fosse. É delas e sobre elas que recarregamos as nossas baterias, ao ponto em que nos despimos das nossas tralhas antigas, suadas e pesadas, passando a nos revestir de uma nova veste, repaginada, amadurecida, moldada e agora leve, leve como uma folha, porém energicamente carregada como um sol. Mas, esse processo requer coragem, audácia, reconhecimento daquilo que se perdeu ou deixou de ser ganho e assim o caminho de volta do fundo do posso, por mais árduo que seja é gratificante, é revigorante, por que não dizer que é como um "wisk com redbull", afinal de contas: "Te dá asas!!!"...  Voltando a sanidade, lembro me do conto da Águia, que ao longo da jornada de sua vida, passa por um processo de transformação doloroso, difícil e longo. "Ao completar 40 anos de idade, as garras das asas tornam-se flexíveis e perdem a capacidade de segurar de modo firme e preciso suas presas. O bico alongado e pontiagudo tem a sua envergadura acentuada, assim como as suas unhas. As asas estão mais velhas e mais pesadas, devido a grossura das suas penas e portanto o vôo torna-se dificultado. A águia então tem um dilema pela frente: Ou se entrega a sua fragilidade causada pela vida e morre dentro de poucos dias, ou então luta pela sua vida num processo de cerca de 150 dias. Esse processo consiste em voar para o alto de uma montanha e se recolher em um ninho, próximo a um paredão onde ela não necessite voar. Então, após encontrar esse lugar, a águia começa a bater com o bico em  uma parede, até conseguir arrancá-lo, sem contar a dor que irá ter que  suportar. Após arrancá-lo, espera nascer um novo bico, com o qual vai depois  arrancar as suas velhas unhas.  Quando as novas unhas começam a nascer,  ela passa a arrancar as velhas penas. E só após cinco meses sai para o famoso vôo de renovação, para viver então mais 30 anos." Não discutindo o mérito do possível processo natural e biológico que as águias venham a enfrentar ou não, mas pensando no conteúdo do conto em questão... A nossa jornada da vida consiste em turbulências constantes, disso todos nós sabemos. O que talvez poucos tomem para si e passem não só saber, mas sobretudo vivenciar, é que pra cada tormento, há uma nova chance de subir a mola do poço com mais força e intensidade. O tamanho da queda sempre será duas vezes menor que o tamanho da respectiva capacidade de se soerguir. Envelhecer, desgastar, ruir, enferrujar, além dos verbos descritos nas primeiras palavras deste texto... São apenas etapas que antecedem o aperfeiçoar e moldar da escultura em argila que é a nossa vida e o jardim que a compreende. Basta sermos oleiros de nós mesmos e jardineiros do espaço e das pessoas que circundam nossa vida. Regar, podar, cuidar, tirar as ervas daninhas, adubar, fazer a correção do solo, replantar se preciso for! Pulsar o coração sempre! Cada batimento a mais, a cada segundo, não significa nada mais do que a graça e o suspiro da vida sobre os nossos corpos pálidos, que com infinito amor foi nos dado para o nosso desfrute, pelo lindo Deus que temos! Assim um motivo único e precioso para buscar estar vivo acima de tudo!

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

No fundo do poço existe uma mola

Hoje acordei me sentindo um tanto só... Na verdade, sendo de fato sincero, ha um bom tempo, me sinto só. O tom dramático as vezes soa bem para àqueles que não me conhecem bem, porém quando externalizo esse sentimento de solidão, não me refiro à falta de pessoas físicas ao meu redor, muito menos a companhia dos seus gestos e palavras. O que eu quero dizer de certo modo é que "me sinto só consigo mesmo" E isso talvez me machuque e provoque machucados aos que me amam ou apenas cruzam o meu caminho, sem que tenham culpa. E isso talvez me machuque mais do que a famosa solidão, cuja falta de alguém pode trazer à uma pessoa. Ser sozinho consigo... Algo dificil de se compreender. As vezes me paro em meio ao tempo que passa, e vejo tudo aquilo que passa junto à ele, as pessoas que chegam e vão das/pelas nossas vidas, os momentos únicos que temos para eternizar algo ou simplesmente reproduzir a sua unicidade. Lembro quando a minha saliva balbuciou a idéia de construir, desconstruir, reconstruir, criar, zelar, amar, ceder, ter algo cedido, lutar, pacificar, gritar, cantar, dançar, compôr, ah sei lá. E as vezes um simples detalhe, um mísero grão de areia, consegue desmoronar uma iniciativa aparentemente tão sólida, e enérgica, tão cheia de amor, de boa vontade. Mas, se amor e boa vontade valessem acima de tudo,  aos olhos dos loucos, famintos e insaciávies seres humanos, o Cristo não seria crucificado. Bom, hoje estou tão insoço que termino esse texto lastimável por aqui, apenas trazendo a seguinte reflexão:

* "No fundo do poço tem uma mola (...) que de longe não se vê, por isso o fundo. Ele dá a sensação de vistas cegas, mas é de lá que muitas vezes se volta a enxergar. Lá no fundinho do posso a sensação é de solidão, de abandono, mas inexplicavelmente, existe a chamada mola (...) A mola pula mais alto, quando se segura à tua vontade, quando você sente vontade de sair de lá."

*retirado do Blog: (http://essencialmentepalavras.blogspot.com/2009/03/no-seu-fundo-de-poco-ha-mola.html)

terça-feira, 16 de novembro de 2010

O tempo só passa...

Hoje estou à trinta dias de comemorar o meu aniversário de 21 anos de vida. Aliás, vida curta essa nossa de ser humano, né?... sessenta, setenta, oitenta, uns afortunados, noventa, quem sabe cem anos... outros não tanto, vivem cinquenta, quarenta, as vezes vinte, dez, as vezes perdem o sorriso antes mesmo de nascerem dentes, ou antes mesmo de verem a sagrada luz do sol! Uma tartaruga por exemplo, a depender da espécie pode chegar ao dobro da nossa expectativa de vida. Pense viver 150 anos! Já uma formiga, "coitada", vive de trinta a sessenta dias em média. E que tal uma mosca, que vive menos de um mês? Deixando esse inútil levantamento, de lado, penso eu comigo mesmo: Como medir o tempo através da nossa noção simplória de vida material? Ou talvez a pergunta seja outra... Como medir o tempo através da intensidade a qual vivemos o mesmo? Unhumm, agora sim, talvez a pergunta seja mais intrigante... Nascemos, crescemos, nos multiplicamos, envelhecemos e então morremos. Essa é a regra, correto? Sei não, penso eu de maneira lógica que esse é apenas uma breve síntese do que seria a nossa jornada biológica em vida. Percebo que existe um intervalo entre estes acontecimentos e ao ultrapassar a própria lógica, tendo em vista a sua limitação física e material, enxergo eu que dentro deste intervalo, aquele aparente pedaço breve da vida se torna vasto, se subdivide e se agrega a uma série de momentos e instantes interligados, que costurados, fazem da vida uma linha larga e heterogênia, não tão simples, breve e homogênea quanto parece ao olharmos por cima. Naturalmente em algum(ns) momento(s) da nossa vida,  paramos por alguns segundos, minutos, horas, até mesmo dias e fazemos um retrospecto entorno dessa nossa vida, começando do início ou pelo menos de onde temos lembranças, até o presente momento. E assim nos deparamos com acontecimentos diversos, os quais muitos nos trazem saudades ou sensasão de missão cumprida, que chega nos anestesia por dentro: "Ah, como foi bom!". Já outras lembranças... "Xii! Se eu pudesse, voltava no tempo e concertava tudo! Juro que faria diferente! Meu Deus, como fui burro! etc.", Reflito então que o que passou, no passado está e portanto não se apaga, nao se deleta. Pra cada ação há uma reação, como diz um dos princípios básicos da Física e isso talvez ajude a responder o que somos e quem somos. Pra cada gesto e palavra uma gravura fica no espaço, seja ele natural ou geográfico e de lá não sai, pois o seu "HD e memória" são eternizados no infinito que compreende o material e o imaterial. Lembro então da minha querida e sábia professora de Pedologia, Agna Menezes, e sua frase simples e profunda: "Gente, o tempo não é agente de nada, ele só passa!!" Quantas vezes nos dizemos ou dizemos aos outros que só o tempo pode curar, que o tempo alivia, que o tempo nos faz esquecer, amar, deixar de amar, que com o tempo tudo passa, sendo que na verdade tudo passa pelo tempo e dentro dele e não ao contrário! Os ponteiros do relógio apenas marcam de forma numérica essa nossa passagem. Por fim pude aprender nessa minha presente jornada de 20 anos e 11 meses de vida, feitos hoje, que não é o registro númerico da minha idade que faz dela nova ou velha, curta ou extensa, caloura ou experiente, e sim a vivência, a qual me pré-disponho dia após dia, a mobilidade, vigilância e atuação minha, dentro do tempo em que passo no espaço em que habito. Duas ou mais pessoas com o mesmo registro numerico de idade terão sempre tempos de vida distintos. Talvez meu semelhante "x" que tenha os mesmos 20 anos e 11 meses registrados hoje, tenha um acúmulo, uma vivência e por tanto um tempo de vida, de séculos à minha frente, assim como talvez um semelhante "y" tenha nessa mesma perspetiva, apenas meses de tempo de vida, sendo que nós três estamos inseridos num mesmo espaço, desde o nosso nascimento, naquele 16 de dezembro de 1989, até então. Finalizo sem mais delongas transcrevendo um trecho belíssimo que completa e inunda a minha reflexão. O descobri, algumas horas após compôr esse texto. Ele fala sobre o conceito e dilatação do tempo, do espiritualista e mestre em Ciêncais, Roberto C.P. Júnior, que diz:
"Tempo-espaço é o binômio concedido a cada criatura para o seu desenvolvimento, esteja ela ainda na Terra ou em qualquer outra parte da Criação. Contudo, o tempo não se altera. (...) O que muda é a percepção que temos dele, segundo nossa própria mobilidade espiritual e terrena. (...) Se o espírito do ser humano atuasse como deveria, suas vivências seriam incomensuravelmente mais ricas. Transformar-se-iam imediatamente em reconhecimentos duradouros, indeléveis, e com isto em evolução. E a própria ciência também não precisaria mais esforçar-se paroxisticamente em esticar a vida em alguns poucos anos, pois poderíamos facilmente vivenciar séculos durante nossa curta passagem pela Terra."

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

O ciclo citadino


Sai dia, entra noite, sai noite entra dia e o interminável ciclo citadino se estende, se encolhe, se multiplica, se engole, nos engole, nos determina, nos solta, nos apreende, nos envolve, nos regogita, nos vomita, nos devolve... Meio doido esse, confuso,  complexo, tão perplexo que chega a nos fazer dislexos. Produz, reproduz e no fim ainda nos deixa sem luz... Ah ciclo citadino, robusto na aparência do ser alegre e faminto, queria eu ter a tua fome e ser do tamanho do teu recinto, pra te embaraçar no teu próprio veneno e abstrair aquilo que sinto. 
"(...) Desta forma o urbano é mais do que um modo de produzir, é também um modo de consumir, pensar, sentir, enfim, é um modo de vida..."      (Ana Fani A. Carlos - A Cidade, 1999)

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

O Falso Cristianismo

"(...)No Sermão da montanha, Jesus definiu os princípios básicos de uma nova religião. Jesus exaltava a pobreza, a humildade e a fraternidade, aspectos que não eram valorizados nas sociedades anteriores." **

Princípios básicos e indiscutíveis: Amai a Deus sobre todas as coisas e amai ao próximo assim como a ti mesmo. Afinal quem é o próximo que Jesus tanto suscitou? Serão os meus pais, irmãos consanguíneos, familiares e amigos mais próximos e só? ou aqueles não tão "próximos" também estariam incluídos? Prefiro acreditar que o próximo ao qual o Mestre se-refere é justamente aquele ser indiferente que se encontra do outro lado da calçada, muito mais do que aquele que convivo em meu ciclo familiar e amistoso, cuja a facilidade de se amar e se ajudar é agradável na maioria das vezes. Em templos suntuosos, sentados em bando, com apenas os olhos e a cabeça voltados ao altar, socialmente bem vestidos e com aparente semblante de seriedade, igualdade e complacência, muitos de nós ouvimos calmamente os sermões e discursos, as vezes pálidos, outras vezes inflamados, nem sempre sensatos e inspirados, dos intitulados sacerdotes cristãos. Ao final, do mesmo modo em que entramos, apenas com os olhos e a cabeça erguidos à frente dos nossos corpos, saimos seguindo os nossos respectivos caminhos, com a falsa certeza de que esse ritual já nos basta, de que assim estamos sendo verdadeiros cristãos. Nossa! Que bonito cristianismo vivemos praticando dia após dia! Com o perdão da palavra, engolimos "reto à dentro" toda a hipocrisia social, toda a ordem neoliberal, todo o egoísmo unilateral. Enquanto o nosso próximo agoniza nas calçadas, nas filas, nas valas, no pó e na pedra, preferimos como diz o sábio Kim (Catedral), beber pra esquecermos que estamos sem direção, completo dizendo que mergulhamos em mundos imaginários e egocentricos, portanto, bebemos da nossa própria ilusão. Daí eu penso que talvez o dízimo seja algo mais que a contribuição frente ao altar, talvez o dízimo seja de fato partilhar e não concentrar nas mãos o futuro do cidadão. Talvez ser de cristo seja algo mais que ir ao templo "bater cartão", talvez ser de cristo seja ser irmão e fora da igreja, partilhar o pão, abraçar a dor dos que dizem "não" e curar com o amor antes de anunciar a salvação!!


**Diogo Brandão e Pedro Marques, O Cristianismo: uma religião inovadora